As rosas brotavam como ar nas árvores janela à fora. Com minha cabeça ainda apoiada em seu peito, dirigi minha mão até seu cabelo e o acariciei. Ele era tão lindo, eu podia ficar o dia inteiro o olhando.
Liam Payne era um dos homens mais incríveis que eu já havia conhecido durante toda a minha vida. Era maravilhosa a maneira de como ele lidava com tudo. De como ele arrumava as coisas de manhã, de como ele sorria quando ficava envergonhado, de como ele era extremamente organizado e de como ele fazia carinho em meu rosto.
Não consigo descrever com palavras o quão incrível ele é e o quão sortuda eu sou por poder acordar todas as manhãs e saber que ele está ao meu lado. Mas nem tudo foi uma maravilha como aparenta ser.
Eu dividi momentos muito difíceis com o Liam. Alguns que ambos nunca iremos nos esquecer.
Flashback On
- Você só pode estar louco, Liam. - eu disse, ainda espantada com o que ele havia me dito.
- Eu não posso sair em uma maldita turnê sem saber se você vai ficar bem. Se acontecer alguma coisa com você eu não sei o que eu vou fazer. Por favor, vamos apenas dar um tempo.
- Por quê? - eu disse e as lágrimas escorriam euforicamente em meu rosto.
- Babe - ele se aproximou, colocando as mãos em meu rosto - Você sabe que eu te amo. E você sabe que eu nunca de nenhuma forma quero te machucar. Mas acontece que você conhece meus fãs, você sabe o que eles são capazes de fazer. Talvez não fisicamente, mas psicologicamente eles podem te prejudicar muito.
- E como isso se encaixa nessa situação, Liam?
- Você sabe como me mata cada vez mais ver você recaída dentro de um quarto, chorando dias quando entra no seu twitter? Você sabe?
- Liam...
- Não - ele disse colocando o dedo na minha boca - Apenas escute.
Eu fiz um gesto positivo com a cabeça, mas continuei olhando para baixo, apenas tentando fazer com que ele não percebesse o quão desesperada eu estava.
- Você não sabe como me machuca partir dessa forma, provavelmente você nunca irá saber. Mas eu preciso ir.
- Eu não posso viver sem você - eu sussurrei e agora estava praticamente em uma poça de lágrimas.
- Você pode, sim. E você vai.
- Eu não posso, eu não...
Antes que eu pudesse terminar a frase, ele me beijou. Esse beijo foi diferente de todos os outros, porque ambos sabíamos que seria o último. Estava repleto de dor e eu não conseguia aguentar. Depois do beijo ele se afastou e encostou a testa na minha.
- Eu amo você...mas agora preciso ir.
Foi a última coisa que ele disse antes de partir.
Alguns meses depois
Liam Payne da One Direction encontra seu novo grande amor? Depois de ter terminado um namoro de quase três anos com (s/n), aparentemente está namorando uma garota chamada Sophia Smith, que de acordo com certas fontes, é uma amiga de infância do mesmo. Os pombinhos foram vistos saindo de mãos dadas da pub Funky Buddha, e aparentemente as coisas estavam bem quentes entre os dois. O que será que anda rolando na vida do grande astro da maior boyband do mundo? Fique atento que logo mais voltamos com mais notícias...
Foi o bastante para que eu desligasse a TV. A raiva me consumia por dentro e eu não conseguia achar o ar. Tudo que eu tinha vontade naquele momento era de o espancar até que ele ficasse inconsciente.
Por que ele mentiu para mim? Por que ele disse que me amava sendo que não queria mais nada comigo? Eu apenas não conseguia entender.
Depois de meu surto psicótico, eu resolvi dar uma volta no parque porque precisava esfriar a minha cabeça. Então foi o que eu fiz.
Andei quase uma vida por aquele parque, apenas sentindo facadas entrar e sair do meu peito. As piores facadas de todas. Eu me sentia tão traída, tão enganada. Me sentei em um banquinho e fiquei apenas observando tudo ao redor tentando me distrair com qualquer coisa.
- Oh, Liam...pare. - escutei a voz de uma garota rindo e tentei ignorar mas assim que ouvi a risada do Liam, não pude evitar olhar.
Era ele. Apenas tentei respirar fundo e dei um pulo do banco que vez ambos pularem de susto também.
- Eu...eu...me desculpe - eu disse e saí correndo.
As lágrimas começaram a escorrer em meu rosto e eu não sabia para aonde estava indo. Apenas ia para frente até parar em uma rua sem saída e me encostar em uma parede aonde eu comecei a chorar sem parar. Aquilo doía tanto.
- (S/N)! - Liam gritou e eu não respondi. - Ai, meu Deus. Você está bem?
- Saia daqui.
- Mas...
- SAIA DAQUI AGORA!
- Me diga o que aconteceu. Meu Deus, quanto tempo. Eu senti sua falta...
- LIAM SERÁ QUE DÁ PRA VOCÊ SAIR DAQUI? EU NÃO QUERO TE VER NUNCA MAIS E EU NÃO QUERO OUVIR SUA VOZ. SAI DAQUI.
- Eu não vou pra lugar nenhum e te deixar aqui sozinha.
- Por que você não vai atrás da sua namorada? Me deixa em paz.
- Eu...
- Não. Quer saber? Eu vou embora. Quem está pagando de ridícula aqui sou eu por ter realmente pensado que você gostava de mim.
- Eu...
- Tchau, Liam.
Sem olhar para trás eu andei depressa e desesperada para chegar em casa. E assim que o fiz, me deitei na cama e chorei tudo o que eu tinha de chorar. Aquilo era insuportável. Algumas horas depois de tudo, eu estava sentada no sofá da minha casa quando a campainha tocou.
Respirei fundo e levantei, indo em direção da porta. Quando a abri encontrei um Liam cheio de lágrimas nos olhos e um buque de flores (o meu preferido).
- Eu lembro que costumavam ser suas preferidas... - ele disse e então derramou uma lágrima.
- O que você está fazendo aqui?
- Podemos conversar?
Não respondi. Apenas abri um espaço para que ele entrasse e fosse em direção ao sofá, aonde ele sentou e me encarou por um tempo.
- Antes de tudo eu quero pedir que você não me odeie - ele disse - Eu fui tão estúpido. Achar que me afastar de você iria resolver alguma coisa deve ter sido a pior merda que eu já fiz. Eu saí com essa garota, Sophia, ela era legal. Mas... eu só saí com ela porque estava tentando preencher o vazio que estava na minha vida depois que eu deixei você partir. Sabe como doía acordar todas as manhãs e não te ver lá? Eu sinto sua falta.
Eu estava chorando, e ele também. Meu coração estava acelerado e eu não sabia como reagir. Eu queria pular em seu colo e o beijar mas ao mesmo tempo queria o espancar.
- Você fez essa escolha, Liam...
- Eu sei. E foi estúpido. Mas tudo que eu fiz foi pensando que seria o melhor pra você.
- Liam...
- Não diga nada - ele se levantou e se aproximou de mim, colocando suas mãos em meu rosto - Eu ainda amo você.
- Eu não posso... eu não...
- Apenas... podemos tentar recomeçar tudo?
- Não. Eu não quero mais.
- Por favor...
- Liam - eu disse apontando para a porta - Vá embora.
Ele balançou a cabeça positivamente e foi dando uns passos para trás. Eu já não me aguentava mais em pé quando ele deu meia volta e em uma questão de um segundo estávamos nos beijando com desejo e dor. Mas dessa vez, uma dor boa. Como se nada no mundo importasse mais.
Aquele foi o beijo que nos uniu novamente.
Flashback Off
- Por que está olhando tanto para mim? - ele disse sorrindo.
- Nada - sorri - Eu apenas gosto de te olhar.
Ele revirou os olhos brincando e então me beijou. Estávamos ali, deitados na cama, lado a lado com as mãos dadas e nada poderia estar mais perfeito.
- Liam?
- Sim, babe.
- Me promete uma coisa?
- Qualquer coisa.
- Promete que mesmo que o universo conspire contra a gente, sempre vamos achar uma forma de ficarmos juntos de novo?
- Eu prometo - ele sorriu - Vai ter que me aguentar por um bom tempo, senhorita.
One More Night
Gente, criei esse blog para postar imagines, fics, etc. Espero que vocês gostem.
sábado, 14 de junho de 2014
domingo, 16 de março de 2014
Imagine: Harry Styles
"Eu poderia questionar muitas coisas na minha vida. Poderia questionar o porquê do céu ser azul, ou o porquê da grama ser verde. Mas de todas essas coisas, eu resolvi questionar o porquê de Harry Styles estar interessado por mim."
Uma noite antes de Harry Styles dizer que estava apaixonado por mim, eu tinha certeza que seríamos apenas amigos. Eu realmente gostava dele, mas eu estava ficando com medo daquilo tudo. Quer dizer, se um cara como ele diz que gosta de você, você acredita? Não questiona nem por um segundo?
- Acho que está na hora de você me dizer alguma coisa - ele disse e sorriu
- Eu não sei o que dizer, Harry - disse
- Não diga nada. Não preciso que você diga nada, querida. Só preciso que você sinta o que eu sinto por você.
- Eu...eu....é. Tá. - eu disse - O que você sente exatamente por mim?
- Eu não consigo explicar, acho. Eu só não consigo parar de pensar em você. Toda vez que vejo uma foto sua ou quando alguém me diz algo sobre você eu meio que dou um sorrisinho bobo.
- Como isso foi acontecer exatamente?
- Acho que foi aquele dia na sua casa, lembra? Quando você me disse que faria qualquer coisa para salvar a vida de alguém inocente e coisas do tipo e nossas mãos se encontraram.
- Harry...
- Estou sentindo que você não sente o mesmo.
- Não é isso, é claro que eu sinto...
- Então o que foi? - ele disse e eu então suspirei
- Da última vez que um cara me disse isso eu acabei muito mal, e não quero que isso se repita.
- Eu não sou como os outros caras, não sou mesmo. Você precisa confiar em mim.
- E eu confio.
- Então, que tal você me dar uma chance? - ele disse se aproximando e colocando a mão em meu rosto - Eu posso provar.
- Eu... - comecei e então não aguentei olhar para aquele sorriso torto - Está bem. Acho que podemos tentar.
Então ficamos juntos até ele precisar voltar a fazer shows. Nos falávamos todos os dias por SMS, mas, eu sentia a falta dele. Então eu queria fazer alguma coisa especial, algo que realmente compensaria ficarmos tão longe por tanto tempo. Eu pensei em um jantar a luz de velas e então comecei a planejar tudo.
Resolvi passar no apartamento dele um pouco mais cedo, já que ele estava em casa. Era uma tarde fria, como sempre era em Londres. Não conseguia parar de sorrir, literalmente.
Eu tinha uma cópia da chave da casa dele, então entrei sem fazer barulho algum, tentando o surpreender.
Fui em direção á cozinha e, nada. Olhei no banheiro, na sala mas também não o vi. Mas eu sabia que ele estava lá, pois suas roupas estavam todas jogadas no chão e seu celular jogado no sofá. Ele está dormindo, pensei, ele só está dormindo. Encostei o ouvido na porta de seu quarto, tentando ouvir alguma coisa, mas só conseguia ouvir ruídos. Encostei na maçaneta, minhas mãos estavam tremulas. Mas então tomei coragem, e abri a porta. Eu preferiria não ter feito aquilo.
- O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI, HARRY? - eu disse gritando e com os olhos cheios de lágrimas, eu não acreditava no que estava vendo.
- Ai, meu Deus - ele disse empurrando a garota de cima dele e então correu até minha direção, ainda pelado - Eu... eu posso explicar.
- Eu não quero saber de explicações, seu idiota - eu disse e bati com tudo no peito dele - Por algum momento você pensou em como eu ficaria com esse situação? Por algum momento você sequer lembrou que eu te amava muito? Ou pensou que eu não ligaria para uma situação dessa?
- Me amava?
- Amava. E eu achava que você sentia o mesmo. Mas agora eu sei o quão estúpido você é. E aliás, eu sou mais estúpida ainda por realmente acreditar que você sentia algo por mim. - eu disse e me virei em direção á porta mas ele me segurou
- Eu te amo, por favor, não vá. Eu cometi um erro estúpido, mas eu me arrependo de verdade, por favor, fique comigo.
- Nunca mais encoste em mim. - eu disse puxando o meu braço da mão dele e então saí correndo
Saí da casa a mil, e então pude ver o Liam e o Niall, saindo de um carro meio confusos, acho que estavam indo o visitar. Eu estava muito fraca, e antes que eu percebesse estava no chão e então tudo ficou escuro.
Acordei no hospital, a primeira pessoa que eu vi foi o Niall, ele estava xingando alguém, mas quando viu que eu estava acordada parou e correu em minha direção.
- Ei - ele disse - Você está bem?
- Estou - eu disse e fiz careta por causa de uma leve dor na coluna - O que aconteceu?
- Você desmaiou. Assim que saiu da casa do Harry, ele me contou tudo. E não se preocupe, ele é um babaca filho de uma mãe.
- Ele não está aqui, está? - eu disse
- Bom.... - ele começou - Ele está na sala de espera. Está desesperando para falar com você. Acho que você poderia ao menos escutar o que ele tem para dizer.
- Eu não quero... - disse e comecei a chorar - Ele... ele não podia ter feito aquilo comigo.
- Eu sei. - ele disse e então segurou minha mão - Ele errou. Mas todos nós erramos, isso é algo inevitável. Eu acho que o mais importante é ele ter se arrependido, entende? Isso prova que ele realmente gostava de você.
- Falar é fácil - eu disse - E se você entrasse no apartamento da sua namorada e a visse transando com outro cara? Eu aposto que você não gostaria.
- Mas é claro que eu não gostaria. Mas, eu daria mais uma chance á ela. Se eu a amasse muito e visse que ela estava realmente arrependida daquilo, eu daria outra chance. Não estou dizendo que é fácil passar por cima do orgulho, mas eu tentaria.
- Eu não sei..
- Converse com ele, está bem? - ele disse e me deu um beijo na testa - Tudo vai se resolver.
Ele então saiu do quarto, e por um momento o vazio se acumulou em meu peito. Eu estava me sentindo muito mal.
- Oi - ouvi a voz do Harry e então quando olhei para ele, ele estava com rosas na mão e um sorrisinho meio envergonhado - Como você está?
- Como você acha que eu estou? - perguntei
- Olhe - ele disse e se sentou nos pés da cama - Não existem palavras no mundo que eu possa falar que irão reverter o que eu fiz. Eu me sinto mal o tempo todo por ter feito aquilo. Eu não queria fazer aquilo, é como se eu estivesse fora de mim.
- ...
- Sabe, acho que um dos motivos de eu ter feito isso é porque eu sou um babaca, e eu realmente sou. Mas eu amo você. E se você me der uma chance, eu prometo que irei recompensar tudo o que eu fiz. Eu prometo que vou parar de ser um idiota. Eu prometo (s/n), que nunca mais farei isso. Eu cometi um erro, e não ache que eu fiz aquilo porque não amo você. Eu fiz aquilo porque eu estava fora de mim. Mas nem por um momento eu não pensei em você, nem por um momento eu fiz aquilo porque só queria te usar. Eu quero que você entenda isso.
-...
- Por favor. - ele murmurou e eu pude ouvir um tom de choro na voz dele - Você é tudo que eu sempre quis.
- Acho melhor você ir embora. - eu disse transbordando em lágrimas
- Tudo bem - ele disse - Saiba que eu irei te esperar, te esperarei para sempre se for preciso.
- Adeus, Harry.
- Se mudar de ideia, sabe aonde me procurar.
E então ele se foi. Ouvir aquelas palavras foi como se eu estivesse sendo apunhalada, como se estivessem enfiando um flecha em meu peito. E eu não podia fazer nada a respeito. As rosas que ele havia me dado estavam ao meu lado e isso me fez chorar mais ainda.
Alguns meses depois, eu ainda pensava nele o tempo todo, mas não tinha falado com ele. Resolvi ir ao parque, para pensar em algumas coisas. Sentei no banco e fiquei olhando ao imenso verde que eu via. Olhei bem e vi alguma coisa no chão. Como se galhos tivessem formado alguma palavra. Então me levantei e fui até lá.
Estava escrito "EU SINTO MUITO, (S/N)"
Olhei para os lados confusa, e então vi, o Harry de touca azul, casacão, calça jeans preta e um daqueles sapatos que ele sempre usava. Ele estava sorrindo, e então veio em minha direção.
- Achei que não te veria nunca mais. - ele disse
- Para ser sincera, eu também achava isso. - eu disse
- Eu não quero que você me perdoe. Eu quero que você me dê outra chance de provar que eu posso recompensar tudo que eu fiz.
- Harry...
- Por favor.
Antes que eu pudesse responder, ele me puxou pela cintura e então me beijou. Um beijo que poderia durar para sempre, e de acordo com os meus padrões, ele durou. Eu então me dei conta que, ele havia errado. Mas, todos nós erramos, e eu estava disposta a dar uma chance a ele.
- Acho que eu posso te dar uma chance. - eu disse
- É mesmo? - ele disse ainda encostando o nariz no meu - Estou disposto a provar que eu realmente mudei e que eu nunca mais farei isso. Você é tudo o que eu quero, e sempre foi.
Sorrimos e nos beijamos mais uma vez. E então ficamos ali, sentados na grama, eu com a cabeça no ombro dele e ele me envolvendo em seus braços.
Uma noite antes de Harry Styles dizer que estava apaixonado por mim, eu tinha certeza que seríamos apenas amigos. Eu realmente gostava dele, mas eu estava ficando com medo daquilo tudo. Quer dizer, se um cara como ele diz que gosta de você, você acredita? Não questiona nem por um segundo?
- Acho que está na hora de você me dizer alguma coisa - ele disse e sorriu
- Eu não sei o que dizer, Harry - disse
- Não diga nada. Não preciso que você diga nada, querida. Só preciso que você sinta o que eu sinto por você.
- Eu...eu....é. Tá. - eu disse - O que você sente exatamente por mim?
- Eu não consigo explicar, acho. Eu só não consigo parar de pensar em você. Toda vez que vejo uma foto sua ou quando alguém me diz algo sobre você eu meio que dou um sorrisinho bobo.
- Como isso foi acontecer exatamente?
- Acho que foi aquele dia na sua casa, lembra? Quando você me disse que faria qualquer coisa para salvar a vida de alguém inocente e coisas do tipo e nossas mãos se encontraram.
- Harry...
- Estou sentindo que você não sente o mesmo.
- Não é isso, é claro que eu sinto...
- Então o que foi? - ele disse e eu então suspirei
- Da última vez que um cara me disse isso eu acabei muito mal, e não quero que isso se repita.
- Eu não sou como os outros caras, não sou mesmo. Você precisa confiar em mim.
- E eu confio.
- Então, que tal você me dar uma chance? - ele disse se aproximando e colocando a mão em meu rosto - Eu posso provar.
- Eu... - comecei e então não aguentei olhar para aquele sorriso torto - Está bem. Acho que podemos tentar.
Então ficamos juntos até ele precisar voltar a fazer shows. Nos falávamos todos os dias por SMS, mas, eu sentia a falta dele. Então eu queria fazer alguma coisa especial, algo que realmente compensaria ficarmos tão longe por tanto tempo. Eu pensei em um jantar a luz de velas e então comecei a planejar tudo.
Resolvi passar no apartamento dele um pouco mais cedo, já que ele estava em casa. Era uma tarde fria, como sempre era em Londres. Não conseguia parar de sorrir, literalmente.
Eu tinha uma cópia da chave da casa dele, então entrei sem fazer barulho algum, tentando o surpreender.
Fui em direção á cozinha e, nada. Olhei no banheiro, na sala mas também não o vi. Mas eu sabia que ele estava lá, pois suas roupas estavam todas jogadas no chão e seu celular jogado no sofá. Ele está dormindo, pensei, ele só está dormindo. Encostei o ouvido na porta de seu quarto, tentando ouvir alguma coisa, mas só conseguia ouvir ruídos. Encostei na maçaneta, minhas mãos estavam tremulas. Mas então tomei coragem, e abri a porta. Eu preferiria não ter feito aquilo.
- O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO AQUI, HARRY? - eu disse gritando e com os olhos cheios de lágrimas, eu não acreditava no que estava vendo.
- Ai, meu Deus - ele disse empurrando a garota de cima dele e então correu até minha direção, ainda pelado - Eu... eu posso explicar.
- Eu não quero saber de explicações, seu idiota - eu disse e bati com tudo no peito dele - Por algum momento você pensou em como eu ficaria com esse situação? Por algum momento você sequer lembrou que eu te amava muito? Ou pensou que eu não ligaria para uma situação dessa?
- Me amava?
- Amava. E eu achava que você sentia o mesmo. Mas agora eu sei o quão estúpido você é. E aliás, eu sou mais estúpida ainda por realmente acreditar que você sentia algo por mim. - eu disse e me virei em direção á porta mas ele me segurou
- Eu te amo, por favor, não vá. Eu cometi um erro estúpido, mas eu me arrependo de verdade, por favor, fique comigo.
- Nunca mais encoste em mim. - eu disse puxando o meu braço da mão dele e então saí correndo
Saí da casa a mil, e então pude ver o Liam e o Niall, saindo de um carro meio confusos, acho que estavam indo o visitar. Eu estava muito fraca, e antes que eu percebesse estava no chão e então tudo ficou escuro.
Acordei no hospital, a primeira pessoa que eu vi foi o Niall, ele estava xingando alguém, mas quando viu que eu estava acordada parou e correu em minha direção.
- Ei - ele disse - Você está bem?
- Estou - eu disse e fiz careta por causa de uma leve dor na coluna - O que aconteceu?
- Você desmaiou. Assim que saiu da casa do Harry, ele me contou tudo. E não se preocupe, ele é um babaca filho de uma mãe.
- Ele não está aqui, está? - eu disse
- Bom.... - ele começou - Ele está na sala de espera. Está desesperando para falar com você. Acho que você poderia ao menos escutar o que ele tem para dizer.
- Eu não quero... - disse e comecei a chorar - Ele... ele não podia ter feito aquilo comigo.
- Eu sei. - ele disse e então segurou minha mão - Ele errou. Mas todos nós erramos, isso é algo inevitável. Eu acho que o mais importante é ele ter se arrependido, entende? Isso prova que ele realmente gostava de você.
- Falar é fácil - eu disse - E se você entrasse no apartamento da sua namorada e a visse transando com outro cara? Eu aposto que você não gostaria.
- Mas é claro que eu não gostaria. Mas, eu daria mais uma chance á ela. Se eu a amasse muito e visse que ela estava realmente arrependida daquilo, eu daria outra chance. Não estou dizendo que é fácil passar por cima do orgulho, mas eu tentaria.
- Eu não sei..
- Converse com ele, está bem? - ele disse e me deu um beijo na testa - Tudo vai se resolver.
Ele então saiu do quarto, e por um momento o vazio se acumulou em meu peito. Eu estava me sentindo muito mal.
- Oi - ouvi a voz do Harry e então quando olhei para ele, ele estava com rosas na mão e um sorrisinho meio envergonhado - Como você está?
- Como você acha que eu estou? - perguntei
- Olhe - ele disse e se sentou nos pés da cama - Não existem palavras no mundo que eu possa falar que irão reverter o que eu fiz. Eu me sinto mal o tempo todo por ter feito aquilo. Eu não queria fazer aquilo, é como se eu estivesse fora de mim.
- ...
- Sabe, acho que um dos motivos de eu ter feito isso é porque eu sou um babaca, e eu realmente sou. Mas eu amo você. E se você me der uma chance, eu prometo que irei recompensar tudo o que eu fiz. Eu prometo que vou parar de ser um idiota. Eu prometo (s/n), que nunca mais farei isso. Eu cometi um erro, e não ache que eu fiz aquilo porque não amo você. Eu fiz aquilo porque eu estava fora de mim. Mas nem por um momento eu não pensei em você, nem por um momento eu fiz aquilo porque só queria te usar. Eu quero que você entenda isso.
-...
- Por favor. - ele murmurou e eu pude ouvir um tom de choro na voz dele - Você é tudo que eu sempre quis.
- Acho melhor você ir embora. - eu disse transbordando em lágrimas
- Tudo bem - ele disse - Saiba que eu irei te esperar, te esperarei para sempre se for preciso.
- Adeus, Harry.
- Se mudar de ideia, sabe aonde me procurar.
E então ele se foi. Ouvir aquelas palavras foi como se eu estivesse sendo apunhalada, como se estivessem enfiando um flecha em meu peito. E eu não podia fazer nada a respeito. As rosas que ele havia me dado estavam ao meu lado e isso me fez chorar mais ainda.
Alguns meses depois, eu ainda pensava nele o tempo todo, mas não tinha falado com ele. Resolvi ir ao parque, para pensar em algumas coisas. Sentei no banco e fiquei olhando ao imenso verde que eu via. Olhei bem e vi alguma coisa no chão. Como se galhos tivessem formado alguma palavra. Então me levantei e fui até lá.
Estava escrito "EU SINTO MUITO, (S/N)"
Olhei para os lados confusa, e então vi, o Harry de touca azul, casacão, calça jeans preta e um daqueles sapatos que ele sempre usava. Ele estava sorrindo, e então veio em minha direção.
- Achei que não te veria nunca mais. - ele disse
- Para ser sincera, eu também achava isso. - eu disse
- Eu não quero que você me perdoe. Eu quero que você me dê outra chance de provar que eu posso recompensar tudo que eu fiz.
- Harry...
- Por favor.
Antes que eu pudesse responder, ele me puxou pela cintura e então me beijou. Um beijo que poderia durar para sempre, e de acordo com os meus padrões, ele durou. Eu então me dei conta que, ele havia errado. Mas, todos nós erramos, e eu estava disposta a dar uma chance a ele.
- Acho que eu posso te dar uma chance. - eu disse
- É mesmo? - ele disse ainda encostando o nariz no meu - Estou disposto a provar que eu realmente mudei e que eu nunca mais farei isso. Você é tudo o que eu quero, e sempre foi.
Sorrimos e nos beijamos mais uma vez. E então ficamos ali, sentados na grama, eu com a cabeça no ombro dele e ele me envolvendo em seus braços.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Imagine: Niall Horan
Antes
Apoiei minha cabeça em seu pequeno ombro, olhei para cima de uma forma que eu podia ver seus lindos olhos azuis, me encarando. Ele estava segurando um carrinho vermelho que apoiava em sua perna. Naquela tarde, encostados naquela árvore, Niall me disse:
- Você quer me beijar?
- Não sei - eu respondi - Não acho que seja certo.
- Ah, não seja boba - ele continuou - É só um beijinho.
Dei um sorrisinho amarelo, e então ele se aproximou, e me beijou. Nossos lábios mal se tocaram e então ele levantou e saiu correndo pelo parque, puxando meu braço de uma forma que eu era meio que obrigada a segui-lo. Acho que era o primeiro beijo de ambos.
Niall me levou até a porta de casa, e como era meu vizinho, apenas atravessou a rua e eu o vi entrando em sua grande casa, na frente da minha.
Na manhã seguinte, eu estava dormindo abraçada em meu urso-super-gigante, quando minha mãe entrou no quarto perguntando se eu queria comer alguma coisa, eu respondi que sim, e então fui comer. Enquanto estava na cozinha, olhei pela janela e vi a cortina do quarto de Niall aberta, ele raramente fazia isso. Depois que comi, fui até a casa dele, e então seu irmão mais velho abriu a porta, com a toalha enrolada na cabeça.
- Olá - ele disse - NIALL, VENHA AQUI. SUA AMIGA ESTÁ NA PORTA.
- Obrigada, Greg. - ele respondeu e se virou para mim - Oi.
- Oi.
- Hmm - ele disse - Quer entrar? Minha mãe fez pipoca.
- Pode ser. - respondi
Ele segurou na minha mão e então subimos as escadas correndo até chegar em seu quarto cheio de brinquedos espalhados no chão.
- Obrigada por entender o recado. - ele disse
- Que recado?
- Sabe, achei que você acharia estranho eu ter deixado a cortina aberta, e tudo mais.
- É. Aconteceu alguma coisa?
- Bom - ele começou - Mamãe quer se mudar.
- Para aonde?
- Vamos para a Inglaterra.
- O quê? - eu disse - Não. Não. Você não pode sair de Mullingar. Niall, por favor.
- Eu também não quero ir - ele se levantou da cama e foi em direção á janela - Sabe, aqui eu tenho meus parentes, meus amigos, e você. Tudo que eu preciso. Mas, papai tem que ir para lá graças ao emprego chato que ele conseguiu.
- Posso pedir para minha mãe.. sabe... você pode ficar em cas...
- Não - ele me interrompeu - Minha mãe nunca deixaria. Ela confia em seus pais, mas, acho difícil ela deixar eu ficar aqui. Quer dizer, eu só tenho dez anos.
- Eu só tenho nove e sou mais inteligente que você. Idade não significa nada.
- Eu sinto muito mesmo.
- Vai ficar longe por quanto tempo?
- Eu não sei. Esse é o problema.
Eu não respondi, apenas fiquei lá, tentando raciocinar aquilo tudo. Niall Horan, meu melhor amigo, iria embora. Ele iria embora e nunca mais voltaria. Ou se não só voltaria quando eu estivesse velha. Não fazia sentido.
- Quando você vai embora? - eu perguntei, quase chorando
- Este sábado. - ele respondeu
- Por que você não me contou antes?
- Eu não sabia como.
Pulei da cama e dei um abraço forte nele, ele era bem mais alto do que eu, então eu tinha que ficar na ponta dos pés.
Os dias seguintes passaram, e então, tinha percebido como tinha passado rápido. Eu estava em sua frente, e no cenário atrás dele, eu via seus pais colocando as malas no carro.
- Eu prometo que vou voltar. Eu prometo. Vou voltar e vamos ficar juntos para sempre, está bem? - ele disse
- Está bem - eu disse - Apenas prometa que não se esquecerá de mim.
- Nem em um milhão de anos - ele disse sorrindo, seus dentes de leite tortos á mostra - A gente se vê logo.
- A gente se vê logo.
Ele me abraçou, e então eu fiquei apenas olhando o carro sumir da minha vista, ele no banco de trás acenando para mim, e então percebi as lágrimas escorrendo euforicamente em meu rosto. Então, naqueles últimos minutos juntos eu percebi uma coisa: não importa aonde eu esteja, ou o quão velha eu esteja, eu estarei sempre a espera de Niall James Horan.
Agora
Mullingar nunca pareceu tão sem graça quanto agora. As ruas não eram como antes. As pessoas estavam diferentes. Tudo estava diferente.
Deitada em minha cama, jogando meu celular de uma mão para a outra, fiquei pensando no que eu faria de bom nessas férias. Elas eram sempre tediosas, mas eu queria que essas fossem diferentes. Talvez porque depois delas eu iria para a faculdade de Jornalismo. E eu não queria desperdiçar meu tempo com bobagens. Depois que Niall se mudou, um casal de idosos chamados Sr. e Sra. Spielberg se mudaram para lá, desde os últimos dez anos. Mas, eles estavam saindo de lá, aliás, apenas o Sr. Spielberg, já que sua esposa teve uma morte tragicamente lamentável. Ela passou mal, teve um AVC e infelizmente morreu assim que chegou no hospital. Eles eram adoráveis. De qualquer forma, a casa ficaria vazia de novo. Eu sentia falta dele, - do Niall, eu digo- mesmo fazendo bastante tempo. Cada momento foi inesquecível para mim.
- Querida - minha mãe disse batendo na porta - Margaret quer falar com você, ela está lá em baixo.
- Diga a ela que já estou descendo.
Margaret era uma amiga minha, digamos que ela era a que eu mais confiava, mas ás vezes ela era insuportavelmente deprimente. Do tipo que só sabe falar de como a vida está uma droga. Quer dizer, eu sei que a vida está uma droga, mas, não preciso que ninguém me diga isso. Pulei no sofá e Margaret estava do meu lado.
- Então - ela começou - Está a fim de dar uma volta?
- Ah - eu murmurei - Não sei, não.
- Vamos, vai. - ela disse
- Tá, tá. Vamos.
Peguei meu casaco, e saímos de casa, caminhando até o Mc Donalds da 22 Pearse St. Margaret foi fazer o pedido enquanto eu fiquei sentada em uma das mesas. Encostei minha cabeça na parede, e fiquei esperando até que ela chegasse. Eram duas e meia da tarde, e eu estava completamente entediada. Ela chegou, comemos e então ela logo foi abrindo a boca:
- Posso te fazer uma pergunta?
- Vá em frente. - eu disse
- O que você acha do Taylor?
- Sei lá - olhei para o lado - Ele é bonitinho.
- Não parece muito confiante sobre isso.
- Diga logo.
- Certo - ela começou - Ele me chamou para sair.
- Isso é ótimo. - eu disse - Saia com ele.
- Eu vou - ela disse e depois ficou meio inquieta
- O que foi?
- Ele tem amigos, sabia?
- Margaret - falei - Não estou interessada, mas obrigada mesmo assim.
- Qual é - ela disse - Você nunca sai com ninguém, qual é a sua?
- Eu só não sou do tipo que fica muito.
- Você precisa se soltar um pouquinho mais.
- Não me diga.
Depois disso conversamos sobre algumas coisas, mas finalmente fomos embora. Coloquei os fones de ouvido, enquanto andava, já que eu estava sozinha e comecei a ouvir Queen. Andei sem olhar para os lados, e estava andando extremamente rápido, quase correndo. Ouvi um grito vindo atrás de mim, mas não imaginei que fosse comigo, então continuei andando, agora um pouco mais devagar. Então ouvi mais um grito, e finalmente me virei. Mal pude acreditar no que estava vendo.
- Ai, meu Deus. - eu disse sorrindo
- Olá - Niall disse e sorriu - Eu disse que voltaria.
Corri para ele e dei um abraço forte e apertado. Ele ria o tempo todo, meu Deus, como ele estava diferente.
- Niall - eu disse passando a mão no cabelo dele - Você está loiro.
- É - ele sorriu - Igual a um popstar.
- Como você me reconheceu?
- O jeito que você anda é inconfundível. E, você continua baixinha então só poderia ser você - ele disse e eu bati no braço dele
- O que você faz por aqui?
- Bom - ele começou - Meu pai meio que quis voltar para a Irlanda, então, aqui estou eu.
- Estou vendo - eu disse e passei o braço ao redor dele, me esticando toda para alcançar seu ombro enquanto andávamos
- Você ainda está morando no mesmo lugar?
- Estou sim - eu disse - Você ainda lembra de lá?
- Mas é claro que lembro - sorriu - Lembro de tudo.
- Acho que tínhamos uma quedinha um pelo outro naquela época, não é mesmo?
- Eu era apaixonado por você. - ele disse e eu senti minha bochecha arder
- Então, como anda a vida amorosa?
- Terminei um relacionamento recentemente.
- Ai meu Deus - falei - Isso é péssimo. Sinto muito.
- Ah, tudo bem. Não quero parecer grosso nem nada, mas ela era uma vadia. Nem sei como eu fui capaz de me interessar por uma garota como ela. Quer dizer, ela era basicamente gostos...
- Pode falar - eu disse - Gostosa. Isso é bem fútil, mas, infelizmente julgamos as pessoas pela capa sem saber o que tem lá dentro.
- É. Meus amigos meio que jogaram pressão pra cima de mim e eu simplesmente fui para cima dela. Mas, ela era uma vadia.
- Olha só, você está quase perdendo o sotaque.
- Isso é um insulto - ele disse - Eu jamais perderia meu sotaque, ele era meu charme com as garotas.
- Era?
- Aham - ele sorriu - Então, que tal a gente dar uma voltinha, estou com saudade da minha terra. Podemos?
- Mas é claro que sim. Para aonde você quer ir?
- Para aquela árvore, lembra?
- Qual?
- Aquela, do beijo, e tudo mais.
- Hmm - eu disse - Está bem.
Então nós fomos, lado a lado, em direção da árvore aonde tudo começou. Eu pensava naquela cena quase todos os dias, mas eu não deixei tão óbvio assim que ainda sentia algo por ele.
Ele estava sentado no chão, encostando a cabeça na árvore, e eu do lado dele. Ficamos em silêncio por alguns instantes. E eu fiquei apenas olhando para o sol batendo em metade de seu rosto. Ele parecia um modelo da Vogue.
- Quero subir ali. - ele disse apontando para o galho mais alto da árvore
- Está brincando, né?
- Não. Eu quero subir ali.
- Niall, esse galho deve ter no mínimo três metros de altura.
- E daí? Vamos, por favor.
Não falei nada, só levantei no respectivo momento em que ele levantou, e então ele se segurou na árvore e começou a escalar. Ele demorou uns dez segundos para subir. Enquanto eu quase levei um século. Quando cheguei perto do galho, aonde ele já estava sentado, Niall me ofereceu a mão para que eu conseguisse me sentar. Me joguei com tudo no galho, o que fez criar um grande impacto na minha bunda.
- Então - ele começou - Tem algum cara que você esteja afim ou algo do tipo?
- Hmm - eu disse e fingi estar pensando, mesmo a resposta estando óbvia - Não. Quer dizer, eu namorei um cara só até hoje.
- Qual era o nome dele?
- Brian.
- E por que vocês terminaram?
- Porque ele estava gostando de outra garota. Mais bonita e rica do que eu.
- Então ele era um babaca. Você é uma garota ótima. E extremamente bonita.
- Ora, obrigada. - eu disse
- É sério, (s/n). Eu acho que nunca conheci uma garota como você.
- Eu sou só uma garota comum.
- Esse é o legal. As garotas que eu conheci, eram todas fúteis, e elas só falavam de fofocas em revistas ou alguma coisa do tipo. Como se o novo corte de cabelo do Zac Efron fosse mais importante do que a fome que estão passando na África. Entende?
- Eu entendo - disse - Vai me dizer que todas as garotas eram fúteis?
- Não. Não todas. Mas a grande maioria é assim, e eu não suporto garotas desse tipo. Honestamente, não há nada mais ridículo do que isso.
- É.
Apoiei a cabeça em um galho e fiquei olhando para o tênis da Nike do Niall, e meu All Star, eles estavam perfeitamente entrelaçados. Balançávamos as pernas de um lado para o outro, devagar. Fiquei me perguntando o que se passava na mente dele.
- E então - eu disse - A Inglaterra é as mil maravilhas como dizem?
- Ah, é sim. Em especial Londres. - falou - Mas, não tem nada melhor do que Mullingar, na boa.
- Mullingar tem sido um tédio desde que você saiu daqui.
- É mesmo? - ele sorriu - Ora, ainda bem que eu voltei, não é mesmo?
- É. - sorri
- Só estou brincando. Não acho que eu estou fazendo alguma diferença aqui. Quer dizer, a cidade é pequena, mas não a ponto de uma pessoa só mudar ela. A não ser que Mick Jagger em pessoa viesse para cá.
- Você acabou de chegar. Paciência gafanhoto. - eu disse com sotaque puxado e ele gargalhou
Então ficamos ali, sentados, balançando as pernas, e eu sentia que nada poderia estar mais perfeito. Creio que se eu dissesse alguma coisa estragaria o momento. Então, calei a boca e fiquei apenas olhando para ele. E ele retribuiu o olhar, com um sorrisinho estranho na cara.
- O que foi? - eu perguntei
- Nada. Pensei em uma coisa mas você não vai querer.
- Eu nunca vou querer se você não disser o quê.
- Quer pular? Daqui, eu digo.
- Você está maluco? Não.
- Venha, vamos para esse galho menor. - ele disse descendo e eu o segui
Agora tinha mais ou menos dois metros do chão, eu estava sentada do galho, e ele estava meio que agachado.
- Pronta?
- Hmm - eu falei - Claro. Mas você pula primeiro.
- Primeiro as damas.
- Isso é covardia.
- Só porque eu sou homem não significa que eu seja mais corajoso.
- Tem razão. Você é um frangote.
- Se eu sair dessa posição pode se preparar que você vai levar um soco. - ele disse e eu gargalhei
- Vai logo.
Ele olhou para o chão fixamente, e então pulou. Caiu de bunda no chão. Eu gargalhei e ele também.
- Sua vez. - ele gritou
- Eu estou bem aqui.
- Venha logo.
- E se eu morrer?
- Deixe de ser dramática. Eu seguro você.
Então eu pulei e acabei perdendo o controle. Caí com tudo em cima dele, e quando olhei ao redor estávamos no chão. Ele murmurou alguma coisa e por um momento eu achei que tinha o matado.
- Ai - ele falou - Meu Deus, acho que me quebrei todo.
- Sinto muito. Ai. Desculpa. - eu disse ainda em cima dele
- Está tudo bem. Acho que só vou precisar de outra costela - ele disse rindo
- Desculpa mesmo.
- Para de se desculpar. Está tudo bem. Então, agora você vai sair de cima de mim ou vamos fazer um bebê aqui mesmo? - ele gargalhou
- Idiota. - eu disse
- Porque é sério, adoraria fazer um bebê com você. Principalmente ao ar livre. - ele disse e eu dei um tapa na sua barriga e então me levantei
Estávamos andando pelo parque, chutando a grama, dizendo algumas coisas idiotas, quando percebi que ele estava olhando para mim.
- Será que dá para parar de me olhar assim, seu pervertido? - eu disse e ele gargalhou
- Só é muito bom te ver.
- É muito bom ver você, também.
- E então - ele disse - O que faremos agora?
- Tenho que ir para casa, você pode vir se quiser.
- Pode ser.
Então fomos para casa. Minha mãe atendeu Niall com milhões de beijos e abraços, e ficou gritando "VOCÊ ESTÁ LOIRO". Conversamos sobre algumas coisas e eu tentei convencer ele a comprar a casa da frente, o que no final não foi muito difícil. Nos despedimos, e então ele foi para a sua casa.
Meses se passaram, e Niall já tinha se mudado para a casa da frente. E sempre que precisávamos nos ver, ele deixava a cortina aberta. Como antes.
Eram duas e meia da manhã, quando ouvi o barulho de pedrinhas batendo contra a minha janela. Levantei assustada e então fui até lá. Me deparei com um Niall todo de preto, com uma touca preta também, e olhando para os lados meio nervoso. Abri a janela e então ele correu para dentro de casa.
- O que diabos você está fazendo? - eu disse
- Eu precisava falar com você. Isso está me corroendo por dentro.
- Fala logo.
- É complicado.
- Fala logo. - repeti
- Bem... - ele começou - Eu acabei de matar um cara. Eu estou com muito medo, me ajude.
- O que? Matou quem?
- Não vem ao caso. O caso é que eu sou um criminoso, acabei de matar um cara com minhas próprias mãos, e eu estou louco para transar com você.
- Niall, de que merda você está falando?
Fiquei olhando para ele desconfiada, e ele com cara de choro. Olhei bem no fundo de seus olhos, e então vi que ele soltou uma gargalhada.
- Ai, meu Deus - eu disse - Você só pode estar fora de si.
- Fala sério, você tinha que ter visto a sua cara. Principalmente quando eu disse que queria transar com você.
- Como se eu quisesse transar com você. - retruquei
- Não quer?
- Tenho pretendentes melhores.
- É mesmo? - ele disse se aproximando
- O que? É....
- E se eu segurar na sua cintura assim? - ele disse segurando minha cintura firmemente
- Hmm - eu disse e pude sentir minhas pernas ficando bambas
- E se eu beijar seu pescoço assim? - ele disse e beijou meu pescoço
- Niall....
- E se eu te beijar assim? - ele disse e me beijou
No começo eu achei que ele estivesse brincando. Mas ele não parou de me beijar. E então fomos dando passos para trás, lentamente. Meu coração estava extremamente acelerado. Ele foi inclinando seu corpo para frente e o meu para trás. Deitamos na cama, ele estava em cima de mim agora. Eu não estava entendo nada, mas não queria que aquilo parasse. Ele começou a beijar meu pescoço, e eu me inclinei para frente para alcançar o dele, e o beijei também. Ficamos apenas ali e então eu o ouvi sussurrar:
- Isso que você não queria transar comigo.
Dei risada, e continuamos fazendo aquilo por um tempo. Eu não conseguia pensar em nada além de como eu estava apaixonada por ele. E em como seus olhos profundamente azuis me deixavam calma. Percebi que ele começou a passar a mão na minha perna, de uma forma um pouco pervertida. Fiquei mais nervosa ainda mas não queria demonstrar. Enquanto estávamos naquela situação toda, o telefone dele tocou, e ele suspirou em um tom de raiva.
- Harry, não é uma boa hora agora....eu...é.... tá....depois eu te ligo... tá.... tchau.
Jogou o celular para trás, e depois continuou me beijando. Começamos a acelerar o ritmo, e eu fui ficando cada vez mais tensa. Quando estávamos semi-nus, ele percebeu.
- Está tudo bem? - disse
- Sim, só estou um pouco nervosa.
- É a sua primeira vez?
- Bom..
- Ora, relaxe. Eu prometo ser gentil com você.
Então nós fizemos. Foi bom, frustrante no começo, mas, ele me beijou e fez carinho em mim o tempo todo, talvez isso tivesse me feito ficar mais calma.
Estávamos deitados um do lado do outro. Eu com a cabeça no peito dele, e ele com o braço ao meu redor. Ele estava segurando minha mão e ficamos ali em silêncio. Olhei o relógio, e eram quatro e meia da manhã. Sorri para mim mesma.
- Você tem cheiro de rosas. - ele falou e sorriu
- É? - sorri
- É.
- Quem era o cara que te ligou?
- Ah, era o Harry. Um amigo que eu fiz lá em Londres. Ele queria saber se fui eu que tinha zerado um jogo no Xbox dele. E depois disse que se tivesse sido eu, ele beijaria a minha bunda. Já que ele não conseguia zerar.
- Ai meu Deus. - eu disse rindo
- Cá entre nós, ele é meio lerdo. Mas eu também sou, então isso provavelmente faz nós nos darmos bem.
- Você é super lerdo.
- Poxa, muito obrigada por isso. - ele virou de lado e fez bico eu sorri e passei minha mão levemente no rosto dele
- Só estou brincando, bebezão.
Ele virou para mim, agora estávamos deitados frente a frente, e ele passou a mão no meu rosto, se aproximou e beijou meu nariz.
- Posso te contar uma coisa? - ele disse
- Vá em frente.
- Acho que o destino nos fez ficar juntos. Quer dizer, eu não quero parecer clichê nem nada, mas, eu realmente me sinto a vontade quando estou com você. Sabe, mesmo depois de dez anos nós continuamos os mesmos um com o outro, tirando o fato de termos transado, é claro.
- Eu sinto isso também. Preciso admitir que quando eu te vi na rua, senti meu coração acelerar e eu não sabia o que fazer.
- Acho que primeiro amor nunca morre, não é mesmo?
- É.
- Venha. Quero te mostrar uma coisa.
- Niall, são quase cinco da manhã.
- Deixe de ser paranoica, vamos.
Nos vestimos e então saímos pela janela. Estávamos indo em direção á um prédio meio abandonado. Subimos lá, e então ele me levou até a "cobertura" do lugar. O prédio não era muito alto, mas mesmo assim eu podia ver perfeitamente as pessoas pequenininhas na rua, - sim, elas estavam na rua as cinco da manhã, deviam ser maníacas - então percebi que Niall estava sentado com as pernas penduradas para a rua, e me sentei ao lado dele.
- Por que me trouxe aqui?
- Aqui é calmo. Me trás paz. Não sei, acho que eu gostaria que você soubesse, que esse é o meu esconderijo secreto. Sempre que eu sumir do nada, estarei aqui. E você será a única bem-vinda.
- Certo - sorri - Obrigada.
- Não precisa agradecer. - ele disse e depois pude o ouvir sussurrar - Eu amo você.
Abri um sorriso quase de orelha a orelha. Acho que ele viu, mas eu não me importava. Ouvir aquelas palavras foi como se eu tivesse ganhado na loteria, só que dez vezes melhor.
- Eu também amo você. - respondi
Ele sorriu, e me puxou para mais perto dele. Ficamos ali, eu com a cabeça encostada no ombro dele, e ambos com as pernas balançando. Meus pais ficariam nervosos comigo se acordassem e não me vissem na cama. Mas eu não me importava. Eu não tinha certeza sobre o que aconteceria na vida depois daquilo, eu não sabia se ia me formar em Jornalismo, ou se eu desistira para fazer outra coisa. Só tinha certeza de uma coisa: naquele momento, tudo que eu queria fazer era ficar com Niall Horan para o resto da minha vida.
Apoiei minha cabeça em seu pequeno ombro, olhei para cima de uma forma que eu podia ver seus lindos olhos azuis, me encarando. Ele estava segurando um carrinho vermelho que apoiava em sua perna. Naquela tarde, encostados naquela árvore, Niall me disse:
- Você quer me beijar?
- Não sei - eu respondi - Não acho que seja certo.
- Ah, não seja boba - ele continuou - É só um beijinho.
Dei um sorrisinho amarelo, e então ele se aproximou, e me beijou. Nossos lábios mal se tocaram e então ele levantou e saiu correndo pelo parque, puxando meu braço de uma forma que eu era meio que obrigada a segui-lo. Acho que era o primeiro beijo de ambos.
Niall me levou até a porta de casa, e como era meu vizinho, apenas atravessou a rua e eu o vi entrando em sua grande casa, na frente da minha.
Na manhã seguinte, eu estava dormindo abraçada em meu urso-super-gigante, quando minha mãe entrou no quarto perguntando se eu queria comer alguma coisa, eu respondi que sim, e então fui comer. Enquanto estava na cozinha, olhei pela janela e vi a cortina do quarto de Niall aberta, ele raramente fazia isso. Depois que comi, fui até a casa dele, e então seu irmão mais velho abriu a porta, com a toalha enrolada na cabeça.
- Olá - ele disse - NIALL, VENHA AQUI. SUA AMIGA ESTÁ NA PORTA.
- Obrigada, Greg. - ele respondeu e se virou para mim - Oi.
- Oi.
- Hmm - ele disse - Quer entrar? Minha mãe fez pipoca.
- Pode ser. - respondi
Ele segurou na minha mão e então subimos as escadas correndo até chegar em seu quarto cheio de brinquedos espalhados no chão.
- Obrigada por entender o recado. - ele disse
- Que recado?
- Sabe, achei que você acharia estranho eu ter deixado a cortina aberta, e tudo mais.
- É. Aconteceu alguma coisa?
- Bom - ele começou - Mamãe quer se mudar.
- Para aonde?
- Vamos para a Inglaterra.
- O quê? - eu disse - Não. Não. Você não pode sair de Mullingar. Niall, por favor.
- Eu também não quero ir - ele se levantou da cama e foi em direção á janela - Sabe, aqui eu tenho meus parentes, meus amigos, e você. Tudo que eu preciso. Mas, papai tem que ir para lá graças ao emprego chato que ele conseguiu.
- Posso pedir para minha mãe.. sabe... você pode ficar em cas...
- Não - ele me interrompeu - Minha mãe nunca deixaria. Ela confia em seus pais, mas, acho difícil ela deixar eu ficar aqui. Quer dizer, eu só tenho dez anos.
- Eu só tenho nove e sou mais inteligente que você. Idade não significa nada.
- Eu sinto muito mesmo.
- Vai ficar longe por quanto tempo?
- Eu não sei. Esse é o problema.
Eu não respondi, apenas fiquei lá, tentando raciocinar aquilo tudo. Niall Horan, meu melhor amigo, iria embora. Ele iria embora e nunca mais voltaria. Ou se não só voltaria quando eu estivesse velha. Não fazia sentido.
- Quando você vai embora? - eu perguntei, quase chorando
- Este sábado. - ele respondeu
- Por que você não me contou antes?
- Eu não sabia como.
Pulei da cama e dei um abraço forte nele, ele era bem mais alto do que eu, então eu tinha que ficar na ponta dos pés.
Os dias seguintes passaram, e então, tinha percebido como tinha passado rápido. Eu estava em sua frente, e no cenário atrás dele, eu via seus pais colocando as malas no carro.
- Eu prometo que vou voltar. Eu prometo. Vou voltar e vamos ficar juntos para sempre, está bem? - ele disse
- Está bem - eu disse - Apenas prometa que não se esquecerá de mim.
- Nem em um milhão de anos - ele disse sorrindo, seus dentes de leite tortos á mostra - A gente se vê logo.
- A gente se vê logo.
Ele me abraçou, e então eu fiquei apenas olhando o carro sumir da minha vista, ele no banco de trás acenando para mim, e então percebi as lágrimas escorrendo euforicamente em meu rosto. Então, naqueles últimos minutos juntos eu percebi uma coisa: não importa aonde eu esteja, ou o quão velha eu esteja, eu estarei sempre a espera de Niall James Horan.
Agora
Mullingar nunca pareceu tão sem graça quanto agora. As ruas não eram como antes. As pessoas estavam diferentes. Tudo estava diferente.
Deitada em minha cama, jogando meu celular de uma mão para a outra, fiquei pensando no que eu faria de bom nessas férias. Elas eram sempre tediosas, mas eu queria que essas fossem diferentes. Talvez porque depois delas eu iria para a faculdade de Jornalismo. E eu não queria desperdiçar meu tempo com bobagens. Depois que Niall se mudou, um casal de idosos chamados Sr. e Sra. Spielberg se mudaram para lá, desde os últimos dez anos. Mas, eles estavam saindo de lá, aliás, apenas o Sr. Spielberg, já que sua esposa teve uma morte tragicamente lamentável. Ela passou mal, teve um AVC e infelizmente morreu assim que chegou no hospital. Eles eram adoráveis. De qualquer forma, a casa ficaria vazia de novo. Eu sentia falta dele, - do Niall, eu digo- mesmo fazendo bastante tempo. Cada momento foi inesquecível para mim.
- Querida - minha mãe disse batendo na porta - Margaret quer falar com você, ela está lá em baixo.
- Diga a ela que já estou descendo.
Margaret era uma amiga minha, digamos que ela era a que eu mais confiava, mas ás vezes ela era insuportavelmente deprimente. Do tipo que só sabe falar de como a vida está uma droga. Quer dizer, eu sei que a vida está uma droga, mas, não preciso que ninguém me diga isso. Pulei no sofá e Margaret estava do meu lado.
- Então - ela começou - Está a fim de dar uma volta?
- Ah - eu murmurei - Não sei, não.
- Vamos, vai. - ela disse
- Tá, tá. Vamos.
Peguei meu casaco, e saímos de casa, caminhando até o Mc Donalds da 22 Pearse St. Margaret foi fazer o pedido enquanto eu fiquei sentada em uma das mesas. Encostei minha cabeça na parede, e fiquei esperando até que ela chegasse. Eram duas e meia da tarde, e eu estava completamente entediada. Ela chegou, comemos e então ela logo foi abrindo a boca:
- Posso te fazer uma pergunta?
- Vá em frente. - eu disse
- O que você acha do Taylor?
- Sei lá - olhei para o lado - Ele é bonitinho.
- Não parece muito confiante sobre isso.
- Diga logo.
- Certo - ela começou - Ele me chamou para sair.
- Isso é ótimo. - eu disse - Saia com ele.
- Eu vou - ela disse e depois ficou meio inquieta
- O que foi?
- Ele tem amigos, sabia?
- Margaret - falei - Não estou interessada, mas obrigada mesmo assim.
- Qual é - ela disse - Você nunca sai com ninguém, qual é a sua?
- Eu só não sou do tipo que fica muito.
- Você precisa se soltar um pouquinho mais.
- Não me diga.
Depois disso conversamos sobre algumas coisas, mas finalmente fomos embora. Coloquei os fones de ouvido, enquanto andava, já que eu estava sozinha e comecei a ouvir Queen. Andei sem olhar para os lados, e estava andando extremamente rápido, quase correndo. Ouvi um grito vindo atrás de mim, mas não imaginei que fosse comigo, então continuei andando, agora um pouco mais devagar. Então ouvi mais um grito, e finalmente me virei. Mal pude acreditar no que estava vendo.
- Ai, meu Deus. - eu disse sorrindo
- Olá - Niall disse e sorriu - Eu disse que voltaria.
Corri para ele e dei um abraço forte e apertado. Ele ria o tempo todo, meu Deus, como ele estava diferente.
- Niall - eu disse passando a mão no cabelo dele - Você está loiro.
- É - ele sorriu - Igual a um popstar.
- Como você me reconheceu?
- O jeito que você anda é inconfundível. E, você continua baixinha então só poderia ser você - ele disse e eu bati no braço dele
- O que você faz por aqui?
- Bom - ele começou - Meu pai meio que quis voltar para a Irlanda, então, aqui estou eu.
- Estou vendo - eu disse e passei o braço ao redor dele, me esticando toda para alcançar seu ombro enquanto andávamos
- Você ainda está morando no mesmo lugar?
- Estou sim - eu disse - Você ainda lembra de lá?
- Mas é claro que lembro - sorriu - Lembro de tudo.
- Acho que tínhamos uma quedinha um pelo outro naquela época, não é mesmo?
- Eu era apaixonado por você. - ele disse e eu senti minha bochecha arder
- Então, como anda a vida amorosa?
- Terminei um relacionamento recentemente.
- Ai meu Deus - falei - Isso é péssimo. Sinto muito.
- Ah, tudo bem. Não quero parecer grosso nem nada, mas ela era uma vadia. Nem sei como eu fui capaz de me interessar por uma garota como ela. Quer dizer, ela era basicamente gostos...
- Pode falar - eu disse - Gostosa. Isso é bem fútil, mas, infelizmente julgamos as pessoas pela capa sem saber o que tem lá dentro.
- É. Meus amigos meio que jogaram pressão pra cima de mim e eu simplesmente fui para cima dela. Mas, ela era uma vadia.
- Olha só, você está quase perdendo o sotaque.
- Isso é um insulto - ele disse - Eu jamais perderia meu sotaque, ele era meu charme com as garotas.
- Era?
- Aham - ele sorriu - Então, que tal a gente dar uma voltinha, estou com saudade da minha terra. Podemos?
- Mas é claro que sim. Para aonde você quer ir?
- Para aquela árvore, lembra?
- Qual?
- Aquela, do beijo, e tudo mais.
- Hmm - eu disse - Está bem.
Então nós fomos, lado a lado, em direção da árvore aonde tudo começou. Eu pensava naquela cena quase todos os dias, mas eu não deixei tão óbvio assim que ainda sentia algo por ele.
Ele estava sentado no chão, encostando a cabeça na árvore, e eu do lado dele. Ficamos em silêncio por alguns instantes. E eu fiquei apenas olhando para o sol batendo em metade de seu rosto. Ele parecia um modelo da Vogue.
- Quero subir ali. - ele disse apontando para o galho mais alto da árvore
- Está brincando, né?
- Não. Eu quero subir ali.
- Niall, esse galho deve ter no mínimo três metros de altura.
- E daí? Vamos, por favor.
Não falei nada, só levantei no respectivo momento em que ele levantou, e então ele se segurou na árvore e começou a escalar. Ele demorou uns dez segundos para subir. Enquanto eu quase levei um século. Quando cheguei perto do galho, aonde ele já estava sentado, Niall me ofereceu a mão para que eu conseguisse me sentar. Me joguei com tudo no galho, o que fez criar um grande impacto na minha bunda.
- Então - ele começou - Tem algum cara que você esteja afim ou algo do tipo?
- Hmm - eu disse e fingi estar pensando, mesmo a resposta estando óbvia - Não. Quer dizer, eu namorei um cara só até hoje.
- Qual era o nome dele?
- Brian.
- E por que vocês terminaram?
- Porque ele estava gostando de outra garota. Mais bonita e rica do que eu.
- Então ele era um babaca. Você é uma garota ótima. E extremamente bonita.
- Ora, obrigada. - eu disse
- É sério, (s/n). Eu acho que nunca conheci uma garota como você.
- Eu sou só uma garota comum.
- Esse é o legal. As garotas que eu conheci, eram todas fúteis, e elas só falavam de fofocas em revistas ou alguma coisa do tipo. Como se o novo corte de cabelo do Zac Efron fosse mais importante do que a fome que estão passando na África. Entende?
- Eu entendo - disse - Vai me dizer que todas as garotas eram fúteis?
- Não. Não todas. Mas a grande maioria é assim, e eu não suporto garotas desse tipo. Honestamente, não há nada mais ridículo do que isso.
- É.
Apoiei a cabeça em um galho e fiquei olhando para o tênis da Nike do Niall, e meu All Star, eles estavam perfeitamente entrelaçados. Balançávamos as pernas de um lado para o outro, devagar. Fiquei me perguntando o que se passava na mente dele.
- E então - eu disse - A Inglaterra é as mil maravilhas como dizem?
- Ah, é sim. Em especial Londres. - falou - Mas, não tem nada melhor do que Mullingar, na boa.
- Mullingar tem sido um tédio desde que você saiu daqui.
- É mesmo? - ele sorriu - Ora, ainda bem que eu voltei, não é mesmo?
- É. - sorri
- Só estou brincando. Não acho que eu estou fazendo alguma diferença aqui. Quer dizer, a cidade é pequena, mas não a ponto de uma pessoa só mudar ela. A não ser que Mick Jagger em pessoa viesse para cá.
- Você acabou de chegar. Paciência gafanhoto. - eu disse com sotaque puxado e ele gargalhou
Então ficamos ali, sentados, balançando as pernas, e eu sentia que nada poderia estar mais perfeito. Creio que se eu dissesse alguma coisa estragaria o momento. Então, calei a boca e fiquei apenas olhando para ele. E ele retribuiu o olhar, com um sorrisinho estranho na cara.
- O que foi? - eu perguntei
- Nada. Pensei em uma coisa mas você não vai querer.
- Eu nunca vou querer se você não disser o quê.
- Quer pular? Daqui, eu digo.
- Você está maluco? Não.
- Venha, vamos para esse galho menor. - ele disse descendo e eu o segui
Agora tinha mais ou menos dois metros do chão, eu estava sentada do galho, e ele estava meio que agachado.
- Pronta?
- Hmm - eu falei - Claro. Mas você pula primeiro.
- Primeiro as damas.
- Isso é covardia.
- Só porque eu sou homem não significa que eu seja mais corajoso.
- Tem razão. Você é um frangote.
- Se eu sair dessa posição pode se preparar que você vai levar um soco. - ele disse e eu gargalhei
- Vai logo.
Ele olhou para o chão fixamente, e então pulou. Caiu de bunda no chão. Eu gargalhei e ele também.
- Sua vez. - ele gritou
- Eu estou bem aqui.
- Venha logo.
- E se eu morrer?
- Deixe de ser dramática. Eu seguro você.
Então eu pulei e acabei perdendo o controle. Caí com tudo em cima dele, e quando olhei ao redor estávamos no chão. Ele murmurou alguma coisa e por um momento eu achei que tinha o matado.
- Ai - ele falou - Meu Deus, acho que me quebrei todo.
- Sinto muito. Ai. Desculpa. - eu disse ainda em cima dele
- Está tudo bem. Acho que só vou precisar de outra costela - ele disse rindo
- Desculpa mesmo.
- Para de se desculpar. Está tudo bem. Então, agora você vai sair de cima de mim ou vamos fazer um bebê aqui mesmo? - ele gargalhou
- Idiota. - eu disse
- Porque é sério, adoraria fazer um bebê com você. Principalmente ao ar livre. - ele disse e eu dei um tapa na sua barriga e então me levantei
Estávamos andando pelo parque, chutando a grama, dizendo algumas coisas idiotas, quando percebi que ele estava olhando para mim.
- Será que dá para parar de me olhar assim, seu pervertido? - eu disse e ele gargalhou
- Só é muito bom te ver.
- É muito bom ver você, também.
- E então - ele disse - O que faremos agora?
- Tenho que ir para casa, você pode vir se quiser.
- Pode ser.
Então fomos para casa. Minha mãe atendeu Niall com milhões de beijos e abraços, e ficou gritando "VOCÊ ESTÁ LOIRO". Conversamos sobre algumas coisas e eu tentei convencer ele a comprar a casa da frente, o que no final não foi muito difícil. Nos despedimos, e então ele foi para a sua casa.
Meses se passaram, e Niall já tinha se mudado para a casa da frente. E sempre que precisávamos nos ver, ele deixava a cortina aberta. Como antes.
Eram duas e meia da manhã, quando ouvi o barulho de pedrinhas batendo contra a minha janela. Levantei assustada e então fui até lá. Me deparei com um Niall todo de preto, com uma touca preta também, e olhando para os lados meio nervoso. Abri a janela e então ele correu para dentro de casa.
- O que diabos você está fazendo? - eu disse
- Eu precisava falar com você. Isso está me corroendo por dentro.
- Fala logo.
- É complicado.
- Fala logo. - repeti
- Bem... - ele começou - Eu acabei de matar um cara. Eu estou com muito medo, me ajude.
- O que? Matou quem?
- Não vem ao caso. O caso é que eu sou um criminoso, acabei de matar um cara com minhas próprias mãos, e eu estou louco para transar com você.
- Niall, de que merda você está falando?
Fiquei olhando para ele desconfiada, e ele com cara de choro. Olhei bem no fundo de seus olhos, e então vi que ele soltou uma gargalhada.
- Ai, meu Deus - eu disse - Você só pode estar fora de si.
- Fala sério, você tinha que ter visto a sua cara. Principalmente quando eu disse que queria transar com você.
- Como se eu quisesse transar com você. - retruquei
- Não quer?
- Tenho pretendentes melhores.
- É mesmo? - ele disse se aproximando
- O que? É....
- E se eu segurar na sua cintura assim? - ele disse segurando minha cintura firmemente
- Hmm - eu disse e pude sentir minhas pernas ficando bambas
- E se eu beijar seu pescoço assim? - ele disse e beijou meu pescoço
- Niall....
- E se eu te beijar assim? - ele disse e me beijou
No começo eu achei que ele estivesse brincando. Mas ele não parou de me beijar. E então fomos dando passos para trás, lentamente. Meu coração estava extremamente acelerado. Ele foi inclinando seu corpo para frente e o meu para trás. Deitamos na cama, ele estava em cima de mim agora. Eu não estava entendo nada, mas não queria que aquilo parasse. Ele começou a beijar meu pescoço, e eu me inclinei para frente para alcançar o dele, e o beijei também. Ficamos apenas ali e então eu o ouvi sussurrar:
- Isso que você não queria transar comigo.
Dei risada, e continuamos fazendo aquilo por um tempo. Eu não conseguia pensar em nada além de como eu estava apaixonada por ele. E em como seus olhos profundamente azuis me deixavam calma. Percebi que ele começou a passar a mão na minha perna, de uma forma um pouco pervertida. Fiquei mais nervosa ainda mas não queria demonstrar. Enquanto estávamos naquela situação toda, o telefone dele tocou, e ele suspirou em um tom de raiva.
- Harry, não é uma boa hora agora....eu...é.... tá....depois eu te ligo... tá.... tchau.
Jogou o celular para trás, e depois continuou me beijando. Começamos a acelerar o ritmo, e eu fui ficando cada vez mais tensa. Quando estávamos semi-nus, ele percebeu.
- Está tudo bem? - disse
- Sim, só estou um pouco nervosa.
- É a sua primeira vez?
- Bom..
- Ora, relaxe. Eu prometo ser gentil com você.
Então nós fizemos. Foi bom, frustrante no começo, mas, ele me beijou e fez carinho em mim o tempo todo, talvez isso tivesse me feito ficar mais calma.
Estávamos deitados um do lado do outro. Eu com a cabeça no peito dele, e ele com o braço ao meu redor. Ele estava segurando minha mão e ficamos ali em silêncio. Olhei o relógio, e eram quatro e meia da manhã. Sorri para mim mesma.
- Você tem cheiro de rosas. - ele falou e sorriu
- É? - sorri
- É.
- Quem era o cara que te ligou?
- Ah, era o Harry. Um amigo que eu fiz lá em Londres. Ele queria saber se fui eu que tinha zerado um jogo no Xbox dele. E depois disse que se tivesse sido eu, ele beijaria a minha bunda. Já que ele não conseguia zerar.
- Ai meu Deus. - eu disse rindo
- Cá entre nós, ele é meio lerdo. Mas eu também sou, então isso provavelmente faz nós nos darmos bem.
- Você é super lerdo.
- Poxa, muito obrigada por isso. - ele virou de lado e fez bico eu sorri e passei minha mão levemente no rosto dele
- Só estou brincando, bebezão.
Ele virou para mim, agora estávamos deitados frente a frente, e ele passou a mão no meu rosto, se aproximou e beijou meu nariz.
- Posso te contar uma coisa? - ele disse
- Vá em frente.
- Acho que o destino nos fez ficar juntos. Quer dizer, eu não quero parecer clichê nem nada, mas, eu realmente me sinto a vontade quando estou com você. Sabe, mesmo depois de dez anos nós continuamos os mesmos um com o outro, tirando o fato de termos transado, é claro.
- Eu sinto isso também. Preciso admitir que quando eu te vi na rua, senti meu coração acelerar e eu não sabia o que fazer.
- Acho que primeiro amor nunca morre, não é mesmo?
- É.
- Venha. Quero te mostrar uma coisa.
- Niall, são quase cinco da manhã.
- Deixe de ser paranoica, vamos.
Nos vestimos e então saímos pela janela. Estávamos indo em direção á um prédio meio abandonado. Subimos lá, e então ele me levou até a "cobertura" do lugar. O prédio não era muito alto, mas mesmo assim eu podia ver perfeitamente as pessoas pequenininhas na rua, - sim, elas estavam na rua as cinco da manhã, deviam ser maníacas - então percebi que Niall estava sentado com as pernas penduradas para a rua, e me sentei ao lado dele.
- Por que me trouxe aqui?
- Aqui é calmo. Me trás paz. Não sei, acho que eu gostaria que você soubesse, que esse é o meu esconderijo secreto. Sempre que eu sumir do nada, estarei aqui. E você será a única bem-vinda.
- Certo - sorri - Obrigada.
- Não precisa agradecer. - ele disse e depois pude o ouvir sussurrar - Eu amo você.
Abri um sorriso quase de orelha a orelha. Acho que ele viu, mas eu não me importava. Ouvir aquelas palavras foi como se eu tivesse ganhado na loteria, só que dez vezes melhor.
- Eu também amo você. - respondi
Ele sorriu, e me puxou para mais perto dele. Ficamos ali, eu com a cabeça encostada no ombro dele, e ambos com as pernas balançando. Meus pais ficariam nervosos comigo se acordassem e não me vissem na cama. Mas eu não me importava. Eu não tinha certeza sobre o que aconteceria na vida depois daquilo, eu não sabia se ia me formar em Jornalismo, ou se eu desistira para fazer outra coisa. Só tinha certeza de uma coisa: naquele momento, tudo que eu queria fazer era ficar com Niall Horan para o resto da minha vida.
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